No estudo de Amorim (2025), a partir das observações e análises realizadas em portais de dados abertos, foram identificadas boas práticas relacionadas à arquitetura, à representação e à recuperação da informação. Essas práticas foram organizadas de acordo com suas finalidades e benefícios para os usuários, com base nos exemplos encontrados nos portais analisados e na literatura da área. Em alinhamento aos objetivos da escala de maturidade de dados da Sunlight Foundation (2019), destacam-se três grupos de boas práticas: reduzir barreiras de acesso, diversificar ferramentas e recursos e construir canais de resposta. Esses grupos reúnem iniciativas que podem facilitar o acesso aos dados, ampliar suas formas de uso e fortalecer a interação entre usuários e gestores dos portais:
- Reduzir barreiras de acesso: implementar recursos que facilitem a localização, a descoberta e a compreensão dos conjuntos de dados pelos usuários. Entre as práticas identificadas estão a disponibilização de mapas do portal, a apresentação de conjuntos de dados relacionados, o uso de metadados estruturados e legíveis por máquina e a adoção de vocabulários controlados. Esses recursos favorecem a navegação, ampliam a recuperabilidade da informação, promovem a interoperabilidade entre portais e tornam os dados mais acessíveis para diferentes públicos.
- Diversificar ferramentas e recursos: oferecer diferentes formas de explorar, compreender e reutilizar os dados abertos, por meio de funcionalidades como pré-visualização de dados, recursos gráficos e exemplos de reuso. Essas ferramentas facilitam a interpretação dos conjuntos de dados, fornecem informações sobre sua utilização e qualidade, estimulam o desenvolvimento de aplicações derivadas e tornam os portais mais acessíveis para usuários com diferentes níveis de conhecimento em dados.
- Construir canais de resposta: disponibilizar mecanismos que promovam a comunicação e a participação dos usuários nos portais de dados abertos, por meio de recursos de feedback, solicitação de novos conjuntos de dados e documentação de apoio. Essas funcionalidades favorecem a interação entre usuários e gestores dos portais, ampliam a transparência, orientam o uso dos dados e contribuem para que os portais atendam de forma mais efetiva às necessidades informacionais da sociedade.
A Figura 1 apresenta um instrumento com a definição de critérios e seus respectivos grupos de funcionalidades, associados aos objetivos da Escala da Sunlight Foundation, e considerando como pilares: a arquitetura, a representação e a recuperação da informação, para Portais de Dados Abertos.
Figura 1 – Correlação entre objetivos de dados abertos, grupos de funcionalidade e portais de dados abertos pesquisados, por critério de destaque
Como citar: AMORIM, A. L. G. Avaliação comparada de portais de dados abertos de entes federados brasileiros. 2025. Dissertação (Mestrado em Gestão e Organização do Conhecimento) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2025. Disponível em: https://hdl.handle.net/1843/2034. Acesso em: 04 jun. 2026.

